quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Boas expectativas na chegada e satisfação na saída



Eis o que marcou o 1º ciberdebates do semestre, promovido por professores e alunos do 7º semestre de jornalismo da Universidade de Fortaleza, ocorrido na manhã da última terça-feira de agosto.

Para discutir o tema - Jornalismo Cultural na Internet : Possibilidades - estiveram presentes Dellano Rios, editor do caderno de cultura do Diário do Nordeste, Júlia Lopes, repórter do O Povo e co-autora do site A preço de banana, e Diego Benevides, editor chefe do portal Cinema com rapadura.

Para a estudante do 1º semestre de jornalismo, Antonia Letícia, as expectativas às 8h20min para o debate eram as melhores possíveis. “Acho que vai ser bom para expandir meus conhecimentos sobre jornalismo cultural e para me fazer entender melhor as características próprias do ciberespaço”.

Ao final, às 11h25, ao ser questionada sobre o que achou do debate, ela disse ter se surpreendido. “Achei enriquecedor e surpreendente! Não sabia o quanto o jornalismo na internet é rotativo. Você realmente precisa saber o que está escrevendo, não é? E foi isso que me marcou: saber que o desafio é se esforçar para fazer algo novo e aprofundado".

Quem partilhou o sentimento de surpresa com Letícia foi a estudante do 3º semestre do mesmo curso, Elisângela Rocha: “Na chegada, eu estava aberta para ouvir. Não sabia o que esperar. Mas estou saindo daqui satisfeita e surpresa, pois achava que o jornalismo na internet era mera reprodução do que se tem no meio impresso. Porém, muita coisa pode ser feita de forma inovadora e crítica."

Pontos discutidos

O dinamismo próprio da plataforma digital, a importância de, independentemente do meio, se contar boas histórias, a especialização do profissional, a inexistência do furo jornalístico, a relação com as assessorias de imprensa e a importância de saber buscar bons conteúdos na internet foram alguns dos pontos levantados pelos palestrantes.

Jornalista Dellano Rios
 “O problema da web é o filtro. O que realmente tem credibilidade? Existe uma idéia de magia em relação à internet, como se tudo o que houvesse ali, estivesse ali por mágica. E como já há muita coisa na internet, temos que nos questionar sobre o que podemos fazer de novo”, provocou o jornalista Dellano Rios. E quanto ao meio: “Jornalista é jornalista. Não deveria haver briga ou oposição quanto ao meio, se impresso ou digital”, ressaltou.

Confira o próximo!
Sempre com temas interessantes, os ciberdebates da Unifor acontecem na última terça-feira de cada mês. O próximo é dia 27 de setembro e seu tema é: Comunicação Integrada e Redes Sociais.

Ivana Moreira

Diego Benevides: “A ligação com o impresso ajudou na construção da credibilidade do Cinema com Rapadura”



Editor chefe, crítico e colunista do portal "Cinema com Rapadura", Diego Benevides falou no primeiro Ciberdebates deste semestre sobre as peculiaridades do exercício do jornalismo cultural na internet. Com a experiência de quem escreve críticas de cinema para o portal online a mais de cinco anos, Diego alertou para as dificuldades que esse meio traz. Esclareceu, também, como o jornalista deve aproveitar, da melhor maneira, o leque de possibilidades que a internet oferece para quem vai escrever sobre cultura.

Seguindo a orientação da mediadora do debate, Bárbara Guerra, Diego Benevides tomou a palavra após a explanação dos outros debatedores: Dellano Rios, editor do Caderno 3 do Diário do Nordeste, e Júlia Lopes, repórter do caderno cultural do jornal O povo e co-autora do site “A preço de banana”. Com o auditório da biblioteca da Universidade de Fortaleza (Unifor) quase com a lotação esgotada, na manhã de 30 de agosto, Diego considerou primordial que o jornalista mantenha os preceitos básicos da profissão, embora o jornalismo cultural tenha suas especificidades quando praticado na internet. Realizar uma apuração bem feita, ter ética ao criticar e prezar pela boa escrita são princípios fundamentais. "Saber como colocar as informações é extremamente importante".

Baseado na sua experiência com o portal Cinema com Rapadura, Diego apontou a obtenção de credibilidade como um dos obstáculos que o jornalista cultural que escreve para internet vai encontrar. O editor revelou que existia um pouco de desconfiança, principalmente por parte dos patrocinadores, em relação ao portal. "Temos uma coluna todo domingo no Diário do Nordeste e essa nossa ligação com o jornal impresso ajudou na construção da credibilidade do portal".

Uma das ferramentas que o jornalista cultural online tem a sua disposição é a opção do feedback. No portal Cinema com Rapadura a opção de comentário está disponível e existe a possibilidade do jornalista fazer o controle através da mediação. "Os textos bons dificilmente recebem comentários. Já o contrário repercute de forma quase incontrolável. Particularmente não gosto de apagar o que as pessoas escrevem nos comentários, mas muitas vezes são palavras pesadas, xingamentos a nossa família e ai não dá", justificou. Ao mesmo tempo o editor ressaltou a importância dessa ferramenta para saber o que os leitores estão comentando.

Relação com assessoria de imprensa:

O editor alertou para a importância de um bom relacionamento com as assessorias de imprensa, mas lamentou a ausência na cidade de Fortaleza de "Cabines de Imprensa", ou seja, uma sessão especial dirigida a jornalistas e profissionais da imprensa antes do lançamento dos filmes para o público. "Poucas vezes temos cabines de imprensa aqui e isso prejudica a velocidade na publicação das críticas dos filmes. Temos colaboradores em São Paulo e assim conseguimos algumas vezes fazer essa cobertura rápida que a internet exige".

Diego ratificou o exemplo citado por Dellano Rios em relação a reprodução dos Press-kit’s do filmes nos meios de comunicação gerando uma repetição de informações. Para o editor a utilização da internet como fonte pode trazer percalços e gerar um ciclo de reprodução de informações muito parecidas. "É nossa responsabilidade saber o que está circulando, mas com a internet é necessário ter esse faro mais apurado".

Cinema com Rapadura:

Com entusiasmo Diego apresentou o portal "Cinema com Rapadura", que foi criado no dia 20 de junho de 2004. O site reúne uma grande equipe de colaboradores de diversas áreas como jornalistas, publicitários e designers. Com correspondentes espalhados por todo o Brasil, o portal busca explorar ao máximo as ferramentas que a internet oferece nas suas publicações, utilizando texto, vídeos, áudios e diversos recursos. "Uma de nossas principais atrações é o Rapaduracast. Diria que é nossa segunda maior atração e foi preciso adaptar uma nova linguagem na época em que foi implantado", relembrou o editor.

Sobre as mudanças no site, Diego Benevides disse, "No começo o Cinema com Rapadura tinha muito a cara de blog. Atualmente não, somos completamente um site". O editor deixou ainda transparecer que sente uma necessidade de expansão do conteúdo no site para outros temas.

Ao final, Diego Benevides, que fez sua graduação em Jornalismo na Unifor, agradeceu o convite para o Ciberdebates e reforçou a importância do evento na formação dos futuros profissionais de Comunicação Social. E com bastante cortesia respondeu aos questionamentos e tirou as dúvidas da platéia. Onde os principais temas abordados foram a postura neutra do crítico e os dilemas da relação com o público.

Próximo evento:

O Ciberdebates é um projeto elaborado por alunos e professores do curso de Comunicação Social - Jornalismo, e tem por objetivo discutir os novos rumos da comunicação mundial. O próximo Ciberdebates acontece dia 27 de Setembro às 8 horas da manhã, no Auditório da Biblioteca da Universidade de Fortaleza com o tema: Comunicação Integrada e Redes Sociais.

Alunos se informam sobre possibilidades de jornalismo cultural na internet





Para muitos alunos que compareceram ao Ciberdebates desta terça-feira (30/08), muitos deles ainda no início do curso, a palestra contribuiu para informá-los sobre as opções a seguir na sua futura carreira.

De acordo com a estudante do primeiro semestre de jornalismo, Deusyane Mouta, o Ciberdebates Unifor é uma oportunidade de esclarecimento, não somente acerca das novas tecnologias, como também de cada área especializada do jornalismo, "Tenho bastante interesse
no jornalismo opinativo, então aqui tenho a oportunidade de conhecer cada uma das áreas da profissão, a fim de que eu tenha certeza de escolher a carreira ideal para mim, é uma boa oportunidade de abrir a minha visão", afirma a estudante.

Quem também não deixou de conferir o debate foi o estudante do primeiro semestre de Letras da UFC, Júnior Ferreira, que achou a proposta do evento bastante interessante e fundamental para se reconhecer a internet como ferramenta de comunicação e trabalho. "Na minha opinião, ainda não há uma relação muito clara entre cultura e internet, e esse evento permite esse esclarecimento. É uma proposta bem interessante", afirmou.




A estudante de jornalismo Damaris Magalhães destacou o ineditismo de abordar o jornalismo cultural no Ciberdebates, "É a primeira vez que vejo esse tipo de discussão aqui, não acho comum ver jornalismo cultural inserido no campo da internet e me serviu muito como informação, achei bacana a idéia", pontuou a estudante.

O 1° Ciberdebates Unifor do segundo semestre de 2011 trouxe como tema as possibilidades e nuances do jornalismo cultural na internet. Estiveram presentes os palestrantes Diego Benevides, do portal Cinema com Rapadura, e os repórteres do Diário do Nordeste Delano Rios e Júlia Lopes. O próximo Ciberdebates acontecerá no dia 27 de setembro, trazendo o tema Comunicação Integrada e Redes Sociais. Aguardem a divulgação na próxima semana.

*fotos: Rafayelle Rodrigues

Primeiro Ciberdebates de 2011.2 começa com auditório lotado

Imagine 200 pessoas no auditório da biblioteca da Universidade de Fortaleza (Unifor)? Foi exatamente isso que aconteceu no Ciberdebates que tinha como tema o "Jornalismo Cultural na Internet: Possibilidades".

Antes de a palestra começar, muitas pessoas não tinham domínio sobre o tema e foram à palestra, na verdade, para aprender como funciona todo esse universo da Internet e como a cultura se incluiu nele. A platéia estava à vontade para tirar suas dúvidas utilizando o microfone ou mandando as perguntas pelo twitter e facebook.






Diego Benevides, fundador do site “Cinema com rapadura”, Dellano Rios, editor do Caderno 3 (Diário do nordeste) e Júlia Lopes, repórter do caderno Vida & Arte (O Povo), foram os palestrantes e, depois de toda a discussão, as pessoas saíram bem mais informadas, foi o que disse Marcelo Mesquita: “O debate foi bastante esclarecedor, trouxe informações das quais não tinha conhecimento”. Camila Marcelo também aprendeu muito com a palestra. "Eu já sabia que ser jornalista não está limitado aos espaços da redação ou enquanto o crachá do jornal está pendurado no pescoço. Sabia que devemos estar atentos a todo o momento para o que nos cerca e captar aquilo que há de interessante para partilhar com um público maior. Porém, na palestra, consegui ver que, além desse lado positivo da profissão ultrapassar as paredes do local de trabalho, há também a quebra da vida privada. Não podemos mais dizer opiniões particulares em redes sociais, como qualquer outro cidadão, sem ser mal interpretado. Esse peso da profissão de que temos que ouvir os dois lados e ser imparcial no trabalho nos é imposto até mesmo em conversas de bar ou via twitter. Realmente eu já tinha sentido isso, mas, pelo depoimento dos palestrantes, vi que essa realidade não era só minha e sim da categoria”.

Ana Carolina Cunha, que faz o 6º semestre em Jornalismo, achou muito interessante o ponto de vista diferente dos três debatedores em relação à cultura e à Internet, com a integração dos internautas nos sites, blogs e as suas colaborações. “O que mais me chamou atenção foi a parte que o Dellano falou da memória, por conta da rapidez da informação na Internet e os furos jornalísticos que hoje já não são tão importantes como antigamente”.

Foi exatamente o que foi debatido por Dellano, em relação ao furo de reportagem. Para ele, pioneirismo não dá pra ser narcisista, porque hoje, depois de cinco minutos, ninguém mais sabe quem deu a notícia primeiro.

Clara Magalhães também atentou para essa falta de imediatismo no furo. “Com a internet é cada vez mais difícil esconder suas fontes, tipo, se você precisa de uma informação sobre algum assunto, você entra no twitter, lança a pergunta e, em menos de dez minutos, vários seguidores te repassam a informação. É algo bem estranho”.

Para Mara Rebouças, que também faz o 6º semestre em Jornalismo, a exposição de Diego Benevides sobre os trabalhos no portal “Cinema com rapadura” e a credibilidade da página mantida na Internet apresenta um cenário profissional em que o conhecimento é fundamental. “Se eu falo sobre cinema, eu devo, necessariamente, estar bem informada sobre arte, cultura e produção audiovisual ”.

O Ciberdebates acontecerá em toda última terça-feira do mês. O próximo, dia 27 de setembro, terá como tema a Comunicação integrada e as redes sociais.

Bruna Feijó

terça-feira, 30 de agosto de 2011

“A internet é incrível, mas você deve se debruçar sobre a história”, afirma Júlia Lopes


Graduada em Comunicação Social pela Universidade de Fortaleza, co-autora e ex-editora do Site “A Preço de Banana” e repórter do caderno Vida e Arte do jornal O Povo, Júlia Lopes, participou hoje (30) do Ciberdebates. O evento é fruto da disciplina de Oficina em Jornalismo, ministrada pelas professoras Adriana Santiago e Joana Dutra. O tema deste mês é Jornalismo Cultural na Internet: novas possibilidades. Júlia Lopes era uma das debatedoras juntamente com os jornalistas Dellano Rios e Diego Benevides.

Jornalismo cultural e a Internet
Júlia Lopes afirma que o jornalista que trabalha com cultura deve se preocupar em fazer um texto bom. “Tem que ter a valorização da narrativa, para o texto ficar interessante e o principal, relevante.” Na rotina de trabalho, a repórter busca a notícia também fora das redações. “Todos os jornalistas culturais devem olhar ao seu redor, perceber o que está acontecendo, seja para fora ou para dentro. Temos que buscar equilíbrios e perder os preconceitos. E também temos que ter uma base de muita leitura.”
A Internet é importante para disseminação das notícias culturais. “Queremos dar a notícia em primeira mão. A Internet utiliza o imediatismo, dinamismo e ao mesmo tempo, as informações podem ser mais elaboradas”, afirma Júlia Lopes. As redes sociais, também podem ser aliadas deste tipo de jornalismo. “O Facebook e o Twitter podem ser o lugar do jornalismo cultural, você pode inclusive fazer uma carreira com um trabalho que as pessoas curtam”, defende.

Site para eventos de Fortaleza
Criado em Janeiro de 2010, o site “A Preço de Banana” tem por objetivo fazer um recorte da cidade e colocar o que de interessante está acontecendo no momento. “Durante oito meses, o site foi idealizado por uma equipe grande feita para trabalhar e criar algo que mexesse com Fortaleza”, justifica Júlia Lopes.   

Ciberdebates
O próximo evento acontece dia 27 de Setembro às 8 horas da manhã, no Auditório da Biblioteca da Universidade de Fortaleza com o tema: Comunicação Integrada e Redes Sociais. O Ciberdebates dá direito a certificado e é de graça.

Abaixo, a repórter do Jornal O Povo fala sobre a dificuldades do jornalismo cultural.
Olá leitores

Para vocês que acompanharam a cobertura do Ciberdebates de hoje (30/08), confiram as primeiras fotografias produzidas na cobertura em nossa página no Facebook, e os vídeos produzidos estão disponíveis no nosso canal do Youtube. Confiram!!!

Sucesso de público para discutir Jornalismo Cultural na internet

Palestrantes Dellano Rios, Júlia Lopes e Diego Benevides. Foto: Thalyta Martins

O primeiro Ciberdebates do semestre reuniu mais de 200 pessoas no auditório da biblioteca da Universidade de Fortaleza (Unifor) esta manhã, 30 de agosto. Com o tema “Jornalismo cultural na Internet: possibilidades”, a primeira da série de quatro edições começou meia hora depois do previsto, mas ninguém arredou pé e lotou o local até às 11 horas. O sucesso de público foi comemorado pelos organizadores, alunos e professoras da disciplina Oficina em jornalismo.

Contratempos à parte, a discussão foi bastante enriquecedora. A mediadora Bárbara Guerra convidou Dellano Rios, Júlia Lopes e Diego Benevides para tentar definir o Jornalismo Cultura na Internet. Como diz o ditado “damas primeiro”, assim fez o Ciberdebates. Júlia Lopes, repórter do caderno cultural do jornal O Povo, Vida & Arte, e co-autora do site de cultura e entretenimento “A preço de banana” abriu a sessão. Ela destacou o trabalho feito por Fernando Rabelo como uma possibilidade de desenvolver o jornalismo cultural na internet. Ele coloca uma foto e uma breve descrição em seu facebook, ferramenta do nosso dia-a-dia dificilmente utilizada para fazer jornalismo. “Você percebe que o Fernando faz uma pesquisa. Ele deve passar horas e horas nisso”, declarou.

Ressaltou ainda a importância da leitura na formação do jornalista, seja ele especializado ou não em escrever sobre cultura, e de sair, ir a campo. “Tem muita coisa que a gente dá uma voltinha no Centro e encontra”. Isso sem menosprezar o papel das outras pessoas. “O jornalismo pode ser feito, e ele é feito, por outras pessoas que não são jornalistas. A participação das pessoas, o olhar de fora é importante”.

Na sequência, foi a vez do editor do Caderno 3, caderno cultural do Diário do Nordeste, Dellano Rios. Ele também falou da importância da leitura, da “permanente formação” e de “bater perna. Descobrir o que tem lá fora”. O que é essencial para não cair no que ele chama de círculo vicioso da web. “Parece que a internet é a matéria-prima dela mesma. É o mesmo discurso”. Para combater essa questão o palestrante defendeu a prática do bom jornalismo seja qual for o suporte. “Se eu sou jornalista, eu sou jornalista independente do meio”. Destacou o imediatismo da internet como algo positivo, porém criticou a memória curta de alguns jornalistas, o que às vezes leva a um “consumo descartável”. Desmistificou a ideia de que tudo pode ser encontrado na rede e declarou que “nós navegamos por sites” de referências nos quais vamoa direito ao ponto.

A discussão seguiu em clima descontraído com a apresentação de Diego Benevides, editor chefe do “Cinema com rapadura”, um dos portais nacionais de referência em cinema. Ele colocou que o bom texto  dificilmente recebe comentários na internet. Enquanto o contrário se dá de forma massiva. “Eu escrevo alguns textos e sei que vou ser 'trollado'(termo dos games de internet que significa: vão falar mal de mim)”.

Na opinião dele “a gente não pode alienar”, não pode continuar reproduzindo na internet o que já foi divulgado na própria internet. Por isso “a equipe deve estar preparada para decifrar os sites”. Para ele, dar valor à assessoria de imprensa é um dos grandes trunfos que uma editoria pode ter. Da mesma forma, os jornalistas precisam saber lidar com os assessores. Outro ponto que abordou foi a discriminação com o Nordeste e o que é produzido aqui. “Tem a questão do preconceito, mesmo. Quem é esse povo? Tudo cabeça chata?”. E isso se dá também dentro da própria região. A prova é o ranking de acessos do portal, em que a participação nordestina corresponde a apenas 16% do total. “Nosso maior acesso é do Sul e Sudeste”.

Após as falas dos três palestrantes, a mediadora abriu para perguntas da plateia e recebeu questões enviadas pelo twitter. Além de acompanhar o debate por essa rede social, também foi possível fazer isso ao vivo pelo Ustream (clique e confira o conteúdo na íntegra). Também já está disponível para download o material gráfico utilizado por Diego Benevides. Estamos também no twitter, no facebook e no picasa, com a cobertura fotógrafica.

Fique de olho nas próximas postagens, com mais notícias sobre a repercussão do evento.